Uma senhora perguntou para a Hadley Freeman, do blog de dúvidas de moda do Guardian, o que ela deveria usar num encontro romântico.
Trecho: “I am 64 and, widowed last year after 42 years of mainly happy marriage, I have started dating again. But I last dated when I was in my early 20s and I wore mini-skirts and my aleays springy hair was in a beehive. What should I wear now?”
Trecho da resposta: “After almost half a century of contented companionship, you are far too wise to start that whole dating shebang of trying to be the person you think the man you’re with wants you to be. ‘Tis all nonsense. So if you’re a kindly granny, go for kindly granny.”
Um moço de São Francisco que trabalha com marketing escreveu seu primeiro livro, The French Revolution, e não conseguiu que nenhuma editora publicasse. Então ele cortou os 480.000 toques em 3700 partes de 140 toques e, sim, está publicando no Twitter. Quase mil pessoas estão seguindo. Depois fez um site com o livro todo. Se quiser tentar, leia aqui a versão twittada (“To be honest, I don’t think anybody’ll weed through all my teets”, ele disse) ou aqui, no modo já arcaico de um site, o romance (e outras informações da figura).
O fotógrafo, designer e cineasta americano Brian Moore, de pouco mais de vinte anos, pegou as propagandas norte-americanas da Segunda Guerra Mundial e atualizou: colocou mensagens internéticas, sobre wikipedia, twitter, downloads…
O Der Spiegel fez uma matéria legal, com referências a Michael Jackson. Para quem não entende alemão, ele começa falando dos vídeos caseiros, em que o filho sempre faz alguma coisa incrível quando você não está olhando. Assistam, é legal.
O alfabeto é muito democrático. Você pode montar uma lista de pessoas que você conhece ou ouviu falar, e bem debaixo do Samuel Beckett, por exemplo, vai ter aquele Samuel Costa, o menino que estudou com você na sexta série e virou atendente de pedágio. Ou em cima da Virginia Woolf vai estar a Verônica, aquela menina que se suicidou no primeiro ano da faculdade. E bem perto do Albert Einstein ou do Fernando Pessoa ou da Sophie Calle ou do Mário Pedrosa pode estar o seu primeiro amor. A vida cabe num dicionário?
Descobri hoje que as raposas estão para as crianças alemãs como os… macacos estão para as brasileiras. Quer dizer: a infância deles é repleta de raposas (Fuchs, em alemão): músicas, histórias, livros. Mexendo no site da Cosac Naify (em breve, post sobre site de editoras), encontrei dois livros infantis com raposa: O sr. Raposo adora livros e Todos os patinhos, os dois de autores alemães. E no Youtube achei esse menino fofo cantando uma música que parece ser bem “Atirei o pau no gato” de lá: Fuchs, du hast die Gans gestohlen (Raposa, você roubou o ganso).
Quem aguentar, pode também tentar ouvir essa versão pra mesma música da banda alemã “We Butter Bread With Butter”, de deathcore.
Eles têm uma música que chama “Das Monster aus dem Schrank” (O monstro do armário), o que me fez lembrar do musical do filme Monstros S.A, do Mike e do Sulley:
“In Jackson’s case, it was suggested that an additional alternative be organized, during which Jackson’s show could be broadcast onto a cinema screen. And there would be a two minute delay, in case of “political provocation.” Should Jackson’s concert feature anything politically inappropriate then they would simply play a video of an earlier Jackson show.”
Depois de tomar banho, arrumar o armário, passear com o cachorro, cozinhar receitas novas e brincar de Farmville no Facebook, você pode assistir os vídeos abaixo e brincar com esse Kit de Procrastinação para ter mais ideias de como adiar o trabalho.
Entre os vídeos mais assistidos do Youtube, estão 3 de um erro na escalada do Jornal Nacional de segunda-feira (sem contar os que não estão nessa primeira página, todos iguais). Mais abaixo na mesma página, um vídeo mostra que “Galvão também erra (três vezes) no JN”, no mesmo dia. Nos links laterais de alguns dos vídeos, estão listados erros de outros apresentadores – o Bonner, a Vilhena… E um trecho da Fátima Bernardes e do William Bonner comentando os momentos constrangedores.
Isso me faz pensar nas erratas dos jornais e no ombudsman. É só no jornalismo ou outros tipos de profissionais também ficam se retratando quando erram?
Brincar com amigos imaginários dentro de casa ou com amigos de verdade na rua. Fazer balé, inglês, natação. Inventar as regras do jogo, conversar com o irmão. Dar vida aos ursos de pelúcia. Parafusar para depois desparafusar. Botar fogo nas coisas.
Não sei por que eu não pensava em tudo isso que os meus amigos pensavam quando eram pequenos. Ao invés de achar essas soluções, eu andava atrás da minha mãe, cantarolando “what can i do?”. É comum criança ter tédio?
Nessa semana chega às livrarias “Na ponta da língua”, pela editora Record, e eu recebi o release que contem os seguintes trechos:
“Quando era correspondente na América Latina pelo Wall Street Journal, a jornalista americana Pamela Druckerman surpreendeu-se com a freqüência com que os homens casados tentavam levá-la para a cama.”
E depois
“A autora concluiu também que pessoas que vivem em climas mais quentes traem mais, enquanto pessoas em países mais ricos tendem a trair menos do que aquelas em países pobres”
Eu fico me perguntando se por acaso uma latino americana nos Estados Unidos talvez não fosse tão assediada quanto ela, norte-americana, na América Latina.
(Ah, sim, no final tem a ressalva: “A amostra de adúlteros deste livro não é científica, mas estratégica, pessoal e acidental, o que torna sua leitura ainda mais interessante.” Alguém chegou até a última linha?)
Em 2001, o Maurício de Souza começou a pintar os personagens da Turma da Mônica em alguns quadros famosos, e a exposição – “História em Quadrões” - rodou pelo Brasil. Agora é a vez do Bob Esponja, que fica até novembro exposto em Paris.